No Amazonas, modelo de pastoreio inova em busca de pecuária sustentável

Publicado em 29/04/2019 por EBC

Michelle Moreira
Criadores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no interior do Amazonas, adotaram um novo modelo de pastoreio na busca de uma pecuária agroecológica e sustentável.
Devido às características da região, durante cerca de oito meses os animais são criados soltos na natureza. Este intervalo corresponde à descida das águas; fundamental para a formação de campos férteis onde antes estava coberto pelo rio.
Passado este período, vem as cheias, então os búfalos e gado são levados para as pastagens em terra firme. No modelo tradicional, os bichos ficavam confinados na propriedade. Com o tempo, a comida ficava escassa.
E foi pensando nessa situação que pesquisadores do Instituto Mamirauá, em parceria com a comunidade, implantaram o modelo de pastoreio racional Voisin.
Uma tecnologia de rotação de pasto sem a necessidade de desmatar para ter novas áreas de pastagens.
Outro obstáculo era garantir água aos animais. Isso porque para ter acesso ao rio o rebanho acaba pisoteando e empobrecendo as áreas de pastagens; além disso ao descer para saciar a sede, apenas os primeiros a chegar ao local bebem água de qualidade, os demais ficam com a lama.
Outro problema neste modelo são os atoleiros que acabam vitimando muitos animais. No sistema, a água é ofertada dentro de cada parcela.
O projeto é experimental e atende de forma inicial três   criadores da reserva donos de cerca de 70 animais.