FPA e Itamaraty vão intensificar ações de promoção da imagem do agronegócio

Publicado em 19/06/2019 por Beef Point

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Ministério das Relações Exteriores querem montar uma força-tarefa para melhorar a imagem do agronegócio no exterior. “Temos uma legião de brasileiros, empresários ou não, morando em diversos países do mundo. Essas pessoas têm de ser aproximadas das embaixadas brasileiras. Reuni-las, sistematicamente, para falar da política internacional, colocá-las no contexto, pedir a cooperação para que o Brasil saia dessa grande crise que vive”, afirmou na quinta-feira, 13, o presidente da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), durante o seminário “Diplomacia do Agronegócio”, no auditório San Tiago Dantas, do Itamaraty, em Brasília (DF).
Segundo estimativas do Ministério da Agricultura, a agropecuária brasileira deve trazer US$ 30 bilhões a mais em divisas para o País em 10 anos.
Ao todo, o agronegócio injetará no País, neste período, US$ 1,1 trilhão. Moreira acrescentou que, em um mundo de tanta concorrência, é preciso vencer por ser correto e qualificado. “O país que trabalha o contexto da cooperação empreendedora precisa partir dos bancos escolares com essa filosofia de vida”.
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, participou do evento e discursou sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo ele, a iniciativa criará oportunidades para o agronegócio, não só imediatas, mas de longo prazo, com a atração de investimentos e a abertura de parcerias que estavam travadas anteriormente.
Araújo destacou a necessidade de intensificar as ações do governo brasileiro para promover a imagem do setor no exterior. A abertura de mercados, como a Malásia, com a exportação de bovinos vivos para abate, e a China, que tem ampliado a cartela de importações com novos produtos brasileiros, também foi abordada pelo ministro.
O chanceler fez questão de ressaltar o entusiasmo do Itamaraty em trabalhar com o Congresso. “É muito importante que as coisas tenham essa solidez democrática, essa legitimidade a partir da participação dos parlamentares”, finalizou.
Fonte: Estadão.