Reforma não pode ser ‘fit’, diz dirigente de associação do agronegócio

Publicado em 30/04/2019 por Isto É Dinheiro

O diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni, diz que o setor espera uma reforma da Previdência “parruda”, com uma economia próxima de R$ 1 trilhão. “Não pode ser uma reforma ‘fit’ (desidratada). Tem de ser uma reforma parruda, que economize R$ 1 trilhão, R$ 900 bilhões”, afirmou ele ao jornal O Estado de S. Paulo e ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), no dia de abertura da Agrishow, a principal feira do agronegócio brasileiro, em Ribeirão Preto (SP). “Isso é uma agenda de País, nem agenda do agro. Eu não considero nem a possibilidade de não fazermos essa reforma”.
Para ele, a reforma da Previdência traria o necessário crescimento do País e sinalizaria para o exterior que existe estabilidade para atração de investimentos. “O Brasil é um país que não tem crescido nos últimos anos. E eu acho que nós podemos mais, né?.”
Ele cita também a necessidade de uma modernização do sistema tributário para o Brasil ter mais segurança jurídica e competitividade.
Sustentabilidade
A sustentabilidade e a infraestrutura também são lembradas por Cornacchioni como prioritárias. Na logística, diz que “preocupa” a dependência de apenas um modal, o rodoviário, e no âmbito da sustentabilidade, afirma que o assunto ganha cada vez mais importância nas reuniões de negócios ao redor do mundo. “Sem sustentabilidade o agronegócio vai morrer na praia. É essa a exigência do mercado hoje e essas demandas estão cada vez maiores. Estamos sendo cobrados por isso.”
Cornacchioni salienta, ainda, a necessidade de parcerias estratégicas para ampliação do comércio internacional, na semana em que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, inicia uma missão de trabalho para países asiáticos. “Além de abrir novos mercados, é muito importante manter os parceiros que já temos e compram do Brasil há muito tempo.”